CPT - Centro de Produções Técnicas

Profissão – Artesão



Artesão é o profissional, em geral sem formação técnica, que trabalha individualmente na produção de ofício manual (artesanato) e aí obtém a sua renda.

Considerando a forma de produção, o artesão pode ser:

Artesão-artista: é aquele que por sua criatividade, originalidade, graciosidade e perícia produz peças que provocam profundo sentimento de admiração naqueles que as observam. Exemplos: talhadores, gravadores, escultores, pintor ingênuo (arte naif) etc.
Artesão-artesão: é aquele que trabalha em série, muitas vezes com ajuda de ferramentas e mecanismos rudimentares, produzindo dezenas de peças, centrado mais no aspecto utilitário das peças que produz que em despertar no observador o sentimento de beleza. Cerâmica ornamentada produzida manualmente com ou sem torno de pé.
Artesão semi-industrial: é aquele que trabalhando a partir de moldes ou e de outros processos semi-industriais reproduz dezenas de peças iguais. Ex: peças utilitárias de cerâmica produzidas de forma semi-industrial (tigelas, jarros, potes etc).
 
Artesanato é essencialmente o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato). Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.
O artesanato é tradicionalmente a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento final; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tem junto a si um ajudante ou aprendiz.


A história do artesanato


Os primeiros objetos feitos pelo homem eram artesanais. Isso pode ser identificado no período neolítico (6.000 a.C.) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica como utensílio para armazenar e cozer alimentos, e descobriu a técnica de tecelagem das fibras animais e vegetais. O mesmo pode ser percebido no Brasil no mesmo período. Pesquisas permitiram identificar uma indústria lítica e fabricação de cerâmica por etnias de tradição nordestina que viveram no sudeste do Piauí em 6.000 a.C.

Historicamente, o artesão, responde por todo o processo de transformação da matéria-prima em produto acabado. Mas antes da fase de transformação o artesão é responsável pela seleção da matéria-prima a ser utilizada e pela concepção, ou projeto do produto a ser executado.

A partir do século XI, o artesanato ficou concentrado então em espaços conhecidos como oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes viviam com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. Este oferecia, em troca de mão-de-obra barata e fiel, conhecimento, vestimentas e comida. Criaram-se as Corporações de Ofício, organizações que os mestres de cada cidade ou região formavam a fim de defender seus interesses.

Revolução Industrial
Com a Revolução Industrial, teóricos do século XIX, como Karl Marx e John Ruskin, e artistas criticavam a desvalorização do artesanato pela mecanização. Os intelectuais da época consideravam que o artesão tinha uma maior liberdade, por possuir os meios de produção e pelo alto grau de satisfação e identificação com o produto.

Na tentativa de lidar com as contradições da Revolução Industrial, William Morris funda o grupo de Artes e Ofícios na segunda metade do século XIX, tentando valorizar o trabalho artesanal e se opondo à mecanização. Podemos pensar nos índios como os nossos mais antigos artesãos, já que, quando os portugueses descobriram o Brasil, encontraram aqui a arte da pintura utilizando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica - sem falar na arte plumária, isto é, cocares, tangas e outras peças de vestuário ou ornamentos feitos com plumas de aves.


O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região.


A profissão

A essência do artesanato permanece a mesma desde os primeiros objetos criados pelo homem, embora as técnicas tenham evoluído e se multiplicado. No Brasil há 8,5 milhões de artesãos. Além disso, os artesãos possuem até um dia especial: 19 de março.

Nos últimos 20 anos, profissionais artesãos ganharam um aliado importante: a internet. Com ela ficou mais fácil aprender novas formas de criar e repassar novos materiais.
Para ser artesão é preciso buscar cada vez mais informação e conhecimento. Criatividade e aquisição de conhecimentos podem gerar uma nova fonte de renda. 

Toda peça artesanal é uma obra de arte, mas para isso precisa ser muito mais do que uma simples pintura e um papel colado, tem que ter um diferencial, uma identificação com seu criador.


Como vender o artesanato

O artesanato sempre foi uma alternativa de segunda renda e de bico para milhões de pessoas. Especialmente em épocas especiais como Natal, Páscoa e Dia das Mães. O artesanato brasileiro tem crescido muito e ganhado espaço no exterior abrindo muitas oportunidades. São muitas as pessoas com lojas e ateliês e cursos tendo sucesso com o artesanato.
Para ter sucesso nesta área é preciso pensar, pesquisar e planejar. Qualquer sucesso inicia-se com uma idéia, colocada a seguir no papel, estudada e pesquisada e depois posta em prática. Jogue fora todos os “eu acho que…”. Achismo não é ciência.

Olhe para o seu produto ou serviço e faça-se as seguintes perguntas:
  • O que ele tem de diferente de todos os outros que estão por aí?
  • Ele sai do trivial?
  • Está de acordo com as tendências?
  • Tem um design diferente?
  • Qual o tipo de pessoa se interessaria por este produto?
  • Eu tenho acesso a este perfil de consumidor?
  • O que posso fazer para escoar minha produção?
  • Posso fazer tudo sozinha?
  • Além de produzir, será que tenho jeito para vender?
  • Sei calcular preços?
  • Onde posso aprender?
  • Quanto terei que investir?
São as perguntas que nos fazem pensar e questionar ainda mais sobre nossas idéias e nosso potencial. Para se ter sucesso é preciso mais do que uma peça bonita e boa vontade.

Coloque suas idéias e perguntas no papel e tente primeiro respondê-las, depois faça as mesmas perguntas para as pessoas à sua volta, parentes, amigos e vizinhos e o mais importante: Escute. Escute sem julgar e pense a respeito do que ouvir. Procure compreender o outro e faça as correções que forem necessárias no seu planejamento.

Se o preço é baixo, não dê desconto. A melhor saída é estipular um pouquinho maior. Custa R$20? Diga que custa R$23. Assim, você dá R$3 de desconto sem comprometer o lucro. Nunca conte aos parentes quanto você gastou. Vender pelo preço de custo é o mesmo que dar. Ninguém tem obrigação de distribuir nada para parente.

Você fica tímido(a) quando vai a uma loja ou ao supermercado? Você tem vergonha de comprar? Provavelmente não. Comprar é uma atividade normal. Vender é tão normal quanto comprar.
Não fique pensando no que o cliente vai achar. Diga o preço e espere a reação. Nem sempre ele acha tudo caro, nem fique com pena do cliente. Na hora de pagar suas contas, ninguém fica com pena de você.

Peça o pagamento assim que entregar o produto. Deixar para depois pode dar problema. Se isso acontecer, o jeito é insistir. Quem compra e não paga é que devia ter vergonha! Quando conseguir o dinheiro, risque o nome desse cliente.
Desconfie dos muitos indecisos ou exigentes demais, que pedem de tudo e nunca estão satisfeitos, esses dão calote.

Vender na empresa em que trabalha ou qualquer outra é sempre uma boa. Mas para conseguir mais clientes, seria bom vender em lojas. O importante é não desistir. Se numa loja já não deu certo, procure outra. A melhor maneira de conquistar freguesia é fazendo propaganda.
O jeito mais simples é espalhar cartões de visita. Faça um cartão bonito, com seu nome, telefone, e-mail e o que você vende. Fazer um álbum para divulgar seus produtos também funciona, caso você não possa andar com seus produtos de cima para baixo.

Levar uma amostra do que você faz em mãos impressiona. Um site ou um blog também ajuda.
Visite lojas, de preferência, com afinidades com seu trabalho. Fale com o (a) gerente, diga que um (a) cliente do lugar o (a) indicou. Se não for o tipo de mercadoria comercializado na loja, pergunte se não gostaria de comprar para ele (a) próprio.
Ressalte a qualidade do produto, que material é empregado, fale sobre prazo de entrega (com ou sem personalização), combine preço, feche negócios e BOAS VENDAS.


Como definir o preço dos produtos

Uma maneira fácil de calcular os valores é fazendo como a maioria dos comerciantes. Basta multiplicar o preço de custo por três. Mas atenção: essa conta não é garantia de lucro! Para saber calcular os preços é necessário saber o preço da concorrência, assim além de ajustar um valor competitivo você fica sabendo quanto o cliente está disposto a pagar.
  



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